Há alguns dias comecei a ler Comer Rezar e Amar, de Elizabeth Gilbert. Peguei emprestado com minha mãe, e quando iniciei a leitura é que descobri que era uma história real. Na verdade, está mais para um relato de experiência de vida. Sim, podem me chamar de atrasada, mas eu ainda não havia o lido e nem assistido o filme.
Foi interessante me deparar que passo por um momento, levemente, parecido. Assim como a autora, decidi dedicar um ano ao autoconhecimento. Na verdade quando comecei chamei de "colocar a cabeça no lugar".
Vou explicar. Acho que não mencionei aqui no blog, mas já sou uma jovem senhora, e tenho um filho. Talvez vocês digam "Mas você parece ser tão jovem!". Não só pareço, como sou. Tenho 22 anos, e tenho um filho de 2 anos. Foi uma gravidez surpresa, e quando descobri ainda não estava casada. Tive meu bebê em Curitiba, mas poucos meses depois já deixei toda a minha vida no Paraná (família, amigos, faculdade), para formar uma nova família desta vez em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, cidade em que já morava meu esposo.
Quando mudei não esperava que houvessem tantas dificuldades, principalmente não imaginava que ser mãe dona de casa poderia ser tão cansativo e solitário. E a falta de estímulo intelectual me consumia, pois desde que me conheço por gente tenho ânsia de aprender e sempre me orgulhei de ser uma mulher que conquistava o que queria, mesmo que isso significasse ficar acordada de madrugada estudando durante um semestre inteiro. Mas tudo o que eu tinha, era meu filho, a louça para lavar, a roupa para passar, a comida para fazer... E aí? Se passariam anos e tudo o que eu poderia mostrar era um chão limpo? (Que logo depois seria sujado por qualquer sapato cheio de barro). - Sim, eu vi isso nos Simpsons.
Acontece que eu não fazia nada de muito produtivo, ou que me trouxesse alguma evolução pessoal. Tentei. Me matriculei na academia, comecei uma faculdade, mas não deu certo. Já estava tão abatida e depressiva, que sempre ia com vontade de ir embora assim que chegava. Mas também não suportava ficar em casa.
Ao final do ano, decidi que não poderia continuar daquele jeito, e resolvi tirar uma folga em minha terra natal. A princípio de 3 meses, que depois se transformou em um ano. Aos poucos eu explico...
Bom, esse é o início de uma série de postagens em que conto um pouco de minhas experiências ao longo de um ano da busca pelo meu verdadeiro eu, minha identidade. Tudo bem, não viajei pela Itália, Índia e nem Indonésia, mas acredito que trarei algumas histórias interessantes, que também podem servir de dicas para quem tenha alguns problemas parecidos.
Porém, acredito que "Comer, rezar e amar" não é uma tag muito interessante para esta série. Acho que o melhor é: "Me exercitar, rezar e me amar".
Um abraço e até a próxima postagem.