Durante minha gravidez ganhei 16 kg. Não acho que seja muito peso para ganhar nesse período. Uma amiga minha chegou a ter 30 kg a mais. E até minha mãe ganhou uns 20 kg em cada - ela tem 3 filhos, mas claro que ela perdeu os quilos a mais antes de engravidar de novo, hoje ela tem um corpo que dá inveja a muitas mulheres.
Porém, diferente da minha mãe, tenho tendência a engordar. Na minha "dieta" ( o período de 40 dias pós-parto), perdi 11 kg. Muito bom, segundo minha obstetra. Porém, no ano que se seguiu consegui ganhar 7. Como? Acontece que não lido bem com minhas emoções. A ansiedade e o estresse acabam em comida. E daquelas bem porcaria. Eu ficava nervosa, de cara fechada e só voltava a desfranzir a testa quando comia um hambúrguer (acompanhado de refrigerante), ou uma linguicinha com uma cerveja bem gelada.
É claro que essas coisas são gostosas e comer isso de vez em quando não é um grande problema, mas eu comia isso a cada semana. Quando me dei conta da besteira que estava fazendo resolvi parar na hora e me segurar ao máximo para não comer esse tipo de coisa, pois, não quero ser o tipo de pessoa que se enche de lixo. Mas o peso não baixou.
No começo deste ano estava decidida a perder todo o peso da gravidez e até mais um pouquinho, para ficar no meu ideal. Foi aí que assisti na EduK o curso Detox do Fábio Passos. Eu e minha mãe chamamos ele de "bonitinho", pois ela não é muito boa em guardar nomes, mas é muito capaz de reconhecer uma pessoa bonita. O apelido carinhoso pegou entre a minha família e agora todos chamamos ele assim. Meu irmão, esses dias, até chamou ele de dr. bonitinho, hehehe.
Mas, belezas à parte, o curso é muito interessante e abriu meu pensamento para um novo ponto de vista dos alimentos. Ele demonstra de forma clara uma nova pirâmide dos alimentos, em que a base são as boas gorduras - do coco e do abacate, por exemplo. O que ele defende é uma alimentação mais próxima daquela dos primeiros seres humanos. Como não vemos carboidratos de forma abundante na natureza selvagem, ele não deve ser a base da nossa alimentação.
Ele propõem um tipo de alimentação mais natural e orgânica o possível, além do autoconhecimento de seu corpo, observando que alimentos te fazem bem, quais te fazem mal, o que o corpo pede para você e respeitar isso. Adorei tudo o que ele disse! Do começo ao fim. Resolvi fazer uma semana do seu detox e adotar esse novo jeito de comer. Me senti maravilhosamente bem na semana do detox e continuei assim nas semanas seguintes.
Era quaresma e meus irmãos tinham decidido jejuar carne durante os 40 dias. Certa vez fui passar uns dias com eles e acabei comendo como eles. Um deles me levou a um restaurante chamado Dom Veggie, fica na Av. Sete de Setembro, no Seminário, em Curitiba. Ele é especializado em alimentação orgânica e vegetariana. Adorei! Saí de lá super leve, a sensação do meu corpo era de que eu não havia comido, mas não tinha mais fome. Naquele momento decidi que queria dar um basta na sensação de peso que sempre sentia depois do almoço. Bom, eu não deixei de comer carne, mas diminuí para 3 vezes na semana. Também deixei de comer pão e outros alimentos com glúten, transgênicos e açúcar refinado. Perdi 6 kg em 2 meses.
Não posso dizer que foi fácil, principalmente por que entrei nessa sozinha e meus pais continuavam com uma alimentação a base de carboidratos, compravam pão, comiam carne todos os dias... Enfim, mantinham meus velhos hábitos, mas o esforço compensava em muito, não apenas por emagrecer, mas pela minha qualidade de vida, meu bem estar. Tudo isso me deixava mais disposta, mais leve, feliz comigo e com meu corpo.
E este foi o pontapé para vida menos "Friboi" e mais "Pura Vida".